sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Estamos condenados a torcer por fanáticos religiosos


 O Treinador Tite convocou os  26 convocados da Seleção Brasileira que representarao o Brasil na Copa do Mundo a partir do próximo dia 20 (o Brasil estreia dia 24).Observamos  a maioria dos jogadores com lado político, fator que não deveria acontecer num time de futebol. E muito acentuado este ano. Nosso time tem adeptos da direita e da esquerda.

Mas é evidente que todos nós temos que ter fé. Deus não pode faltar na vida de ninguém. Sem ele nada nos seria permitido. E assim, como nas competições regionais ou nacionais, presenciamos agradecimento a Deus por gols e conquistas e a cada vitória frases de profissionais evangélicos como:  "foi o Senhor que me permitiu...", "quero agradecer à Deus por essa vitória...", "Jesus me ajudou neste caminho" . Tudo bem - Deus está sempre entre nós. Mas o predomínio evangélico é 99% maior e em alguns casos, oprime a minoria católica.


O que menos se vê é  agradecimento aos massagistas, roupeiros, porteiros, maqueiros e funcionários dos clubes e federações. O próprio caminho trilhado da miséria à glória de muitos atletas, o esforço próprio, a luta daqueles que acreditaram e investiram, dificilmente é lembrado

Apontar o dedo para o céu e rezar para Deus é mais fácil. E se fossem os jogadores árabes que tem que  beijar o chão por Alah a cada gol marcado? Seria um escândalo.

E assim, somos fadados a torcer por uma seleção de jogadores que mais parecem ter saído de um culto da Assembleia de Deus. A camisa verde e amarela, outrora patrimônio de um povo sofrido e trabalhador, hoje carrega o cheiro e a imagem de tudo aquilo que o Brasil não merece, principalmente  o fanatismo religioso e a intolerância social.

Se ganhar, bem. Se não ganhar... AMÉM!!!


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