domingo, 6 de março de 2022

Quando o futebol se torna símbolo de terror

 Desespero, terror, selvageria. Não há outro adjetivo para definir as cenas dantescas do Estádio Lá Corregedora em Queretaro (México), na partida: Queretato x Atlas, interrompida pela arbitragem aos 17 minutos do segundo tempo, quando o Atlas vencia por 1 x 0, neste final de semana.

O jogo válido do Campeonato Mexicano, muitos feridos e 15 óbitos, no estádio que comporta 32 136 pessoas, e não tinha policiamento. O Atlas ocupa a 8* posição com 12 pontos e o Queretaro 8 pontos e a 12*.

Mas o problema não está só no México. Aqui no Brasil desde a batalha do Pacaembu em 20 de agosto de 1985, quando o saopaulino Márcio Gasparin, 16 anos foi morto, após o jogo São Paulo 0  x 1 Palmeiras pela Super Copa São Paulo de Juniores, constantemente acontecem cenas de violência no futebol.

Naquele jogo 102 pessoas ficaram feridas e não foi suficiente para parar. Hoje 06/03/2022, depois de 36 anos o futebol brasileiro continua colecionando tragédias,  com 75 vítimas fatais nós Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Coritiba.  

Imaginávamos que essa brutalidade não aconteceria mais, e fomos surpreendidos com um morto na Rua Palestra Itália em São Paulo, após final do Mundial de Clubes; explosão no ônibus do Bahia e três jogadores feridos; pedrada no ônibus do Grêmio e o jogador  Vilassanti é ferido; destruição do 

Estádio Couto Pereira, no jogo Coritiba e Atlético (PR) e 05 feridos; tumulto generalizado aos 85 minutos do jogo Paraná x União, que decretou o rebaixamento do Paraná, e ameaça de agressão de  jogadores;

briga após o clássico São Paulo x Corinthians, em uma estação do metrô; tumulto nos arredores do Mineirão antes de Atlético 2 x 1 Cruzeiro, um morto; briga de torcedores após Flamengo 2 x 1 Vasco.

E quando vai acabar isso? Quando a justiça  tornar público o  nome, endereço, foto destes vândalos, proibi-los de entrar em estádio durante dois anos, prende-los, fazê-los responder processo e apena-los com os rigores da lei.

 

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